"HÁ TEMPO PARA TUDO!" 2 Samuel 2.1-11

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Deus tem o controle da nossa história em suas mãos, Ele jamais perde o seu comando.

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Grande ideia: Deus tem o controle da nossa história em suas mãos, Ele jamais perde o seu comando.
Estrutura: Davi consulta ao Senhor para saber o seu próximo passo (vv. 1-7), Davi tem de lidar com oposições para fazer a vontade de Deus (vv. 8-11).
Eclesiastes 3.1–8 NAA
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de deixar de abraçar; tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora; tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de ficar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

A. Deus estabelece Davi como único governante ao provocar a ruína da dinastia de Saul (1.1–4.12).

1. As reações de Davi diante da morte de Saul revelam sua indisposição de buscar o trono inapropriadamente (1.1–27).

● A execução do suposto assassino de Saul prova o respeito de Davi pela pessoa ungida por Deus (1.1–16).

● A dor e lamento de Davi revelam o profundo apreço que ele tinha por Saul e, especialmente, por Jônatas (1.17–27).

2. A abordagem cautelosa de Davi ao governo revela sua indisposição de buscar o reino prematuramente (2.1–3.5).

● Em resposta à direção de Deus, Davi volta a habitar em território israelita e é coroado rei de Judá (2.1–7).

● A dinastia de Saul é preservada precariamente em Isbosete pelo esforço de Abner, general de Saul (2.8–11).

● Segue-se uma guerra civil com Davi assegurando o controle sobre os descendentes de Saul (2.12–3.1).

● O crescimento de Davi é ilustrado e medido pela expansão de sua família (3.2–5).

Charles Swindoll:
Nos primeiros cinquenta anos de sua vida, Davi andou na integridade do seu coração. Embora houvesse algumas excursões temporárias na carne, a maior parte dos anos de Davi como adulto foram anos de triunfo. Veio então a tragédia dos últimos vinte anos de sua vida. Na primeira parte ele é um modelo de caráter e integridade, enquanto a última parte da sua vida é uma descida morro abaixo até que, segundo creio, Davi morreu, quebrantado e com o coração partido.
Consulta. (vv. 1-7)
Essa expressão significa muito: “Davi consultou ao Senhor”.
1Samuel 23.2 NAA
Davi consultou o Senhor, perguntando: — Devo ir e atacar esses filisteus? O Senhor respondeu a Davi: — Vá, ataque os filisteus, e livre a cidade de Queila.
1Samuel 23.4 NAA
Então Davi tornou a consultar o Senhor, e o Senhor lhe respondeu: — Levante-se e vá até Queila, porque estou entregando os filisteus em suas mãos.
1Samuel 23.9–12 NAA
Quando Davi soube que Saul maquinava o mal contra ele, disse ao sacerdote Abiatar: — Traga aqui a estola sacerdotal. Então Davi orou: — Ó Senhor, Deus de Israel, teu servo ouviu que Saul, de fato, procura vir a Queila, para destruir a cidade por minha causa. Será que os moradores de Queila me entregarão nas mãos dele? Será que Saul virá mesmo, como o teu servo ouviu? Ah! Senhor, Deus de Israel, revela isto ao teu servo. E o Senhor lhe disse: — Ele virá. Então Davi perguntou: — E será que os moradores de Queila me entregarão, juntamente com os meus servos, nas mãos de Saul? O Senhor respondeu: — Entregarão.
Entrando em um novo ciclo: de fugitivo a novo rei.
Charles Swindoll:
Davi tinha cerca de 30 anos quando Saul morreu, mas ele não marchou imediatamente para Jerusalém, a fim de tomar toda a nação. Em vez disso, seguindo as instruções de Deus, ele vai para Hebrom, onde exerce um reinado limitado sobre o povo de Judá durante sete anos e meio. Ele não se queixa. Não se mostra ansioso. Davi aprendeu a esperar em Deus.
Em Hebrom, Davi irá viver pelos próximos anos, aguardando a orientação do Senhor para o próximo passo.
Quais eventos bíblicos aconteceram em Hebrom?
Hebrom foi palco de diversos eventos significativos na história bíblica, começando com Abraão. Abraão inicialmente se estabeleceu nos carvalhais de Manre, próximo a Hebrom, onde “edificou um altar ao SENHOR” (Gn 13.18).
Um dos momentos mais marcantes ocorreu quando Sara morreu em Quiriate-Arba (Hebrom), e Abraão negociou a compra de uma sepultura com os habitantes locais. Ele especificamente solicitou a caverna de Macpela, localizada no extremo do campo de Efrom, para sepultar sua esposa (Gn 23). Posteriormente, Hebrom continuou sendo um local importante para a família patriarcal. A cidade também foi crucial na história de Davi, que “consultou o SENHOR” sobre ir para Hebrom e foi ungido rei de Judá, reinando ali por sete anos e seis meses (2Sm 2.1–4, 11; 5.1–5). Durante esse período, vários de seus filhos nasceram na cidade, incluindo Amnom, Quileabe, Absalão, Adonias, Sefatias e Itreão (2Sm 3.2–5). Um episódio dramático adicional envolveu Absalão, que foi a Hebrom com a intenção de declarar-se rei, enviando “emissários secretos por todas as tribos de Israel” para proclamar sua realeza (2Sm 15.7–10).
Hebrom possui um significado histórico e teológico rico na narrativa bíblica.
A cidade está associada a figuras significativas do Antigo Testamento, como Abraão, Isaac, Jacó, Josué e Davi1.
Localizada na região serrana de Judá, originalmente chamada Quiriate-Arba, Hebrom tem uma história profunda que remonta aos dias dos patriarcas. Abraão morou por algum tempo em suas vizinhanças, à sombra dos carvalhos do vale de Manre. Isaac e Jacó também residiram na cidade2. Posteriormente, serviu como capital do reino de Davi antes de ele se estabelecer em Jerusalém3. Curiosamente, o nome “Hebrom” parece derivar de verbos hebraicos que significam “unir”, “associar” ou “fazer companhia”, sugerindo ideias de união e aliança4. Embora os estudiosos argumentem que lugares bíblicos geralmente não possuem significado teológico intrínseco5, Hebrom claramente desempenhou um papel crucial na história da aliança de Deus com Israel, sendo um local de importância histórica e simbólica para os patriarcas e o povo de Deus.
Qual a importância de Hebrom para Davi?
Qual a importância de Hebrom para Davi?
Hebrom teve uma importância crucial para Davi em seu processo de ascensão ao trono de Israel. A cidade, localizada cerca de 35 quilômetros a sudoeste de Jerusalém, era o povoado de maior altitude na Palestina e possuía significativa importância histórica e religiosa, tendo sido um local onde Abraão construiu um santuário e onde se concentravam os descendentes de Calebe[1].
Em Hebrom, todo o Israel se congregou com Davi, reconhecendo-o como parte de seu próprio povo. Os anciãos de Israel vieram ter com ele, onde Davi estabeleceu uma aliança diante de Jeová e foi ungido rei sobre Israel, “conforme a palavra de Jeová por intermédio de Samuel”[2]. O texto destaca que Davi se diferenciava de seus inimigos políticos por sua devoção ao SENHOR, estabelecendo uma relação de dependência divina onde “a resposta divina à consulta de Davi indicava que Deus se agradava dele”[1]. Essa conexão divina era tão significativa que “Davi tornava-se cada vez mais forte, porque o SENHOR dos Exércitos estava com ele”[3].
1Crônicas 11.1–3 NAA
Então todo o Israel se reuniu com Davi, em Hebrom, dizendo: — Veja, somos do mesmo povo que o senhor, ó rei. No passado, quando Saul ainda era o rei, era o senhor quem fazia saídas e entradas militares com Israel. Também o Senhor, seu Deus, lhe disse: “Você apascentará o meu povo de Israel e será príncipe sobre o meu povo de Israel.” Assim todos os anciãos de Israel foram falar com o rei, em Hebrom. E Davi fez com eles uma aliança em Hebrom, diante do Senhor. E eles ungiram Davi rei sobre Israel, segundo a palavra do Senhor por meio de Samuel.
1Crônicas 11.9 NAA
Davi ia crescendo em poder cada vez mais, porque o Senhor dos Exércitos estava com ele.
Davi é ungido rei sobre a casa de Judá em Hebrom (e ele está acompanhado de duas esposas, e homens que compunham sua guarda pessoal, “cada um som sua família”.
Agora, Davi resolve interpelar com espírito de gratidão pelos moradores de Jabes-Gileade, leais a Saul.
1Samuel 31.11–13 NAA
Quando os moradores de Jabes-Gileade ouviram o que os filisteus haviam feito com Saul, todos os homens valentes se levantaram, caminharam toda a noite, tiraram o corpo de Saul e os corpos de seus filhos da muralha de Bete-Seã e os levaram a Jabes, onde os queimaram. Depois pegaram os ossos deles e os sepultaram debaixo de um arvoredo, em Jabes. E jejuaram sete dias.
Davi é o tipo de homem que conservava lealdade em seu coração.

Em busca de apoio. A cidade de Jabes-Gileade na Transjordânia ainda estava livre do controle filisteu e seus moradores representavam um apoio estratégico a Saul, devido à libertação que ele lhes proporcionara no incidente do cerco dos amonitas (

2. Oposição. (vv. 8-11)
O propósito dessa narrativa é justificar a distinção entre dois caminhos: de Davi e de Saul.
Comentário Bíblico Latino-Americano Davi é Ungido Rei de Judá em Cerimônia Pública (2.1–7)

O texto assinala uma diferença importante entre Davi e seus inimigos políticos: sua devoção ao SENHOR. Isso já se mostra desde o princípio de seu reinado. Davi estabeleceu com Deus uma relação de dependência; a resposta divina à consulta de Davi indicava que Deus se agradava dele. Esse tipo de comentário nunca apareceu na história de Saul, apresentado como um indivíduo que agia de modo instintivo, muitas vezes impaciente, sem esperar as instruções de Samuel. Até mesmo o tratamento que Davi dispensou aos habitantes de Jabes-Gileade se caracterizou por uma preocupação para com o SENHOR. Em notável contraste, Deus não foi mencionado quando Abner nomeou Isbosete como rei em Maanaim. Essa é uma maneira pela qual o relato declara a legitimidade de Davi e nega qualquer reivindicação de Isbosete.

Salmo 1.1–2 NAA
Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Pelo contrário, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
Fato é que Davi estava esperando o tempo de Deus para assumir seu papel na liderança de todo o Israel.
Comentário Bíblico Popular: Antigo Testamento C. Conflito com a Casa de Saul (2:8–4:12)

Nem todas as tribos de Israel, contudo, quiseram reconhecer o reinado de Davi. Abner, tio do falecido Saul e capitão do seu exército, tomou Isbosete, o único filho de Saul que sobrevivera, e o constituiu rei. Por sete anos e seis meses, Davi reinou somente sobre a tribo de Judá, tendo Hebrom como sua capital. No entanto, o reinado de Isbosete sobre as outras onze tribos durou apenas dois anos. É possível que Abner tenha levado cinco anos para expulsar os filisteus de Israel e estabelecer Isbosete no trono de Saul.

Em momento algum Davi havia reivindicado seu direito ao trono, e não o fez após a morte de Saul. Antes, escolheu deixar a questão nas mãos do Senhor. Se Jeová o ungira rei, também conquistaria seus inimigos e lhe daria o reino.

Nesse momento, Abner assume o protagonismo de ter trazido Isbosete (filho sobrevivente de Saul) para o cenário da história.
Quem foi Abner na Bíblia?
Abner foi um importante líder militar no início da história de Israel, desempenhando um papel crucial durante o reinado de Saul e no período de transição para o reinado de Davi. Filho de Ner e tio do rei Saul, Abner serviu como general-chefe dos exércitos de Israel[1]. Ele era para Saul o que Joabe seria para Davi, ocupando um lugar de honra, sentando-se à mesa ao lado do rei em ocasiões festivas[2].
Após a morte de Saul e seus filhos na batalha contra os filisteus, Abner estabeleceu Isbosete como rei, proclamando-o sobre Israel, com capital em Mahanaim, enquanto apenas a tribo de Judá seguia Davi[2][3]. Posteriormente, uma crise entre Abner e Isbosete surgiu quando Abner tomou uma concubina de Saul, levando Isbosete a acusá-lo de traição. Isso resultou em Abner mudando sua lealdade para Davi e persuadindo os líderes das tribos a seguirem o futuro rei[3]. Contudo, Joabe o assassinou em vingança, o que, ironicamente, serviu aos propósitos de Davi, quebrando a espinha dorsal da oposição e pavimentando seu caminho para se tornar rei de toda Israel[2].
Isbosete foi constituido rei sobre algumas regiões de Israel. E com quarenta anos, reinou apenas dois anos.
Easton’s Bible Dictionary:
IS-BOSETE—homem de vergonha ou humilhação, o mais jovem dos quatro filhos de Saul, e o único que sobreviveu a ele (2 Sam. 2–4). Seu nome era originalmente Esbaal (1 Cr. 8:33; 9:39). Ele tinha cerca de quarenta anos de idade quando seu pai e três irmãos caíram na batalha de Gilboa. Através da influência de Abner, primo de Saul, ele foi reconhecido como sucessor do trono de Saul, e governou sobre todo o Israel, exceto a tribo de Judá (sobre quem Davi era rei), por dois anos, tendo Maanaim, no lado leste do Jordão, como sua capital (2 Sam. 2:9). Após um reinado conturbado e incerto, ele foi assassinado por sua guarda, que o esfaqueou enquanto ele dormia em seu leito ao meio-dia (2 Sam. 4:5–7); e tendo cortado sua cabeça, apresentou-a a Davi, que os repreendeu severamente por este assassinato a sangue frio, e ordenou que fossem imediatamente executados (9–12).
3. Outras aplicações:
(a) Quando não se ouve a orientação do Senhor na tomada de decisões, padece-se. O homem e a mulher de Deus nunca pode deixar de ouvir a voz de Deus.
2Samuel 2.1 NAA
Depois disto, Davi consultou o Senhor, dizendo: — Devo ir a alguma das cidades de Judá? E o Senhor respondeu: — Vá, sim. Davi perguntou: — Para onde devo ir? O Senhor respondeu: — Para Hebrom.
2Samuel 2.8–9 NAA
Abner, filho de Ner, capitão do exército de Saul, levou Isbosete, filho de Saul, para Maanaim, e o constituiu rei sobre Gileade, sobre os assuritas, sobre Jezreel, Efraim, Benjamim e sobre todo o Israel.
(b) Não apresse processos de Deus em sua vida. “Os rebentos no caminho tem um gosto amargo, mas doces serão as flores”.
William Cowper (1731–1800) 
Não julgue o Senhor por seu fraco senso Confie nele por sua graça Por trás de uma Providência carrancuda Encontra-se uma face sorridente. Seu propósito se cumprirá rapidamente, Será revelado a qualquer momento Os rebentos no caminho tem um gosto amargo Mas doces serão as flores”
"Deus se move de forma misteriosa" - Esperança para os anos difíceis à frente - Eu Vos Escrevi
A depressão que caiu sobre Cowper em 1773 o cobriu até sua morte em 1800 – uma escuridão de 27 anos. John Newton, em seu sermão fúnebre para Cowper, pregou a partir da passagem sobre a sarça ardente (Êxodo 3: 2–3), porque, como ele disse, Cowper “foi de fato uma sarça em chamas por 27 anos”.
Podemos dizer que 27 anos de chamas foram uma aflição rápida? Somente se, com Cowper, colocarmos 27 anos diante de 27 milhões de anos e permitirmos que a eternidade ajuste nossas escalas. Do ponto de vista da eternidade, nenhuma calamidade pode acontecer conosco este ano que não seja uma “leve e momentânea tribulação [que] produz para nós um peso eterno de glória” (2 Coríntios 4:17). No momento, provamos apenas o botão amargo. Em breve, veremos que o solo do céu sabe como transformar cada botão em uma flor cuja beleza não podemos imaginar.
Mais tarde, em seu sermão fúnebre, Newton concordou com o senso de “rápido” de Cowper. “Ele foi um daqueles que saíram da grande tribulação”, disse Newton. “Ele sofreu muito aqui por 27 anos, mas a eternidade é longa o suficiente para reparar tudo.”
Apocalipse 21.1–4 NAA
E vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva enfeitada para o seu noivo. Então ouvi uma voz forte que vinha do trono e dizia: — Eis o tabernáculo de Deus com os seres humanos. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles e será o Deus deles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
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